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Eu sei que foi uma atitude horrível, mas, para mim, foi a minha maneira de me sentir liberta das regras que hoje considero absurdas. Permaneci com a idéia de que era católica até aos meus 16 anos, idade em que comecei realmente a questionar e, conseqüentemente, a me libertar das garras desta comunidade religiosa que, ao meu ver, é uma afronta à inteligência humana.
Quando, finalmente, concluí que não era católica, percebi que não era mais nada, e que o fato de não sermos religiosos, não nos impossibilita de termos fé. Não sei de onde tiraram essa idéia de que quem tem fé, tem que ter fé em Deus. Era só o que me faltava! Eu tenho fé em mim, nas minhas capacidades, decisões, nos meus sonhos e vontades. Tenho fé na vida (e no mundo[?]), caso contrário, já teria metido uma bala na cabeça há muito tempo!
Não é que eu não acredite em Deus, ou em qualquer outro ser superior. Simplesmente não vivo em função de algo que nunca vi! Tal como eu não vivo em função dos alienígenas, apesar de crer na possibilidade da existência de vida fora do Planeta Terra. Além do mais, é bem provável que exista algo, afinal, já se foi provado a existência de elementos propícios à existência de algum tipo de vida noutros planetas. Creio mais na existência dos ET's do que na de Deus.
Quando eu era pequena, rezava. Acendia velas. Ajoelhava. Fazia o sinal da cruz. Desenhava Jesus Cristo. Participava de algumas missas do colégio... Olhando para trás, eu não me recordo de qual foi a última vez que rezei um Pai-Nosso. Mas o que isso importa? Rezar ou não rezar, para mim, não faz a menor diferença. Deixei de o fazer, porque passei a sentir que estava falando sozinha. Porque deixou de fazer sentido, e quando uma oração deixa de fazer sentido, é porque ela deixou de ser interiorizada e passou a ser apenas palavras.
Hoje em dia, a coisa mais religiosa que faço, é conversar com o meu avô paterno, falecido em 2008. E isso não tem nada a ver com religião, mas com a fé que sinto de que ele está por perto. É algo que, ao contrário do Pai-Nosso, me reconforta, pois ele existiu e dentro de mim continuará existindo.
Posto isto, resta-me sublinhar que o homem é livre para acreditar no que bem entender, mas é mais livre ainda para deixar de acreditar, rever seus valores, mudar de opinião. Não tenho nada contra quem seja de algum grupo religioso, o que me irrita é a falta de questionamento por parte dos crentes/fiéis. A grande maioria não pensa por si mesma: lêem a p*rra da Bíblia, a p*rra do alcorão ou a p*rra do Torá, e fazem daquilo que está lá escrito ( que, só para deixar claro, foi escrito por homens e não por algum "deus superior") o seu modo de vida! Não se questionam, não confrontam, não querem saber a razão de determinada "regra" ser assim e não de outra maneira! Acabam, por fim, por se formar infinitos rebanhos de criaturas fanáticas guiadas por outras criaturas superiores - por sua vez, ainda mais fanáticas e, porque não, corruptas - que não se atrevem a mudar o curso das suas vidas porque simplesmente não têm vida! Não sabem pensar, tampouco tomar a rédea dos seus destinos. Enfim: a cada dia que passa, creio ainda mais que a Religião sim, é um dos maiores tumores da humanidade.




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