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| Créditos: Janice Siegel, 1995 |
Aos que por aqui passarem, vejo-me na obrigação de esclarecer que este blog não passará de um espaço descompromissado, pertencente a alguém que sente prazer em escrever aquilo que pensa e sente, mesmo correndo o risco de se contradizer simultâneamente. Ao contrário do que alguns pensam, não tenho o complexo da superioridade e não acho que escreva melhor do que ninguém. Apenas procuro colocar tudo de mim no pouco que faço, e talvez seja exactamente esse o meu problema.
Julgo ser de extrema importância referir que, devido ao descompromisso de sua autora, este blog não terá um tema específico pelo facto de eu crer que a definição exacta das coisas as delimita, fazendo com que as coisas se tornem menores do que realmente são. E de pequeno já basta o espírito humano que, por sua vez, em contraste com os avanços tecnológicos, tem se tornado diminuto.
Por falar em «humano» e em «espírito», creio também ser essencial fazer menção à minha incessante busca pelo entendimento do nosso comportamento como seres sociais, como cidadãos activos dentro de uma comunidade tantas vezes traída pela sua bipolaridade, como também como seres únicos, separados da matilha e vulneráveis aos nossos enxames cognitivos e emocionais.
Por fim, almejo deixar claro que não pretendo fazer com que concordem com aquilo que penso, e que igualmente julgar-me-ei no direito de não concordar com o que possa vir a ser afirmado. No entanto, estarei sempre aberta às novas ideias, sugestões e opiniões desde que sejam devidamente fundamentadas pelos seus autores. Não busco audiências, nem ovações. Procuro apenas uma maneira de me exorcisar; de reciclar o meu «lixo mental», depositando cada um deles no seu devido ecoponto. Escrever, para mim, é lavar a alma com lixívia. Me desinfectar fazendo com que a minha alma retome a sua brancura natural de modo a eu poder enxergar com nitidez o que outrora se escondia detrás do manto negro do meu Ser.
Aos que por aqui passarem, sejam bem-vindos.

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