Vira e mexe, me perguntam se eu acredito no destino ou no acaso. Aí, antes de eu responder, costumo indagar esta mesma pessoa de que diferença faz se, por exemplo, uma desgraça acontece por acaso, ou se já estava programada a acontecer. A desgraça é a mesma, com as mesmas proporções, não muda nada.
Se nós nos conhecemos, foi porque existiu uma determinada situação antecedida por inúmeras outras situações que nos levaram um ao encontro do outro. E estas mesmas situações aconteceram por acaso? Estava tudo programado? Isso ninguém pode afirmar com veemência. Mas não consigo pôr de lado o meu livre-arbítrio.
É óbvio que não temos o total controle sobre a nossa vida, e isso deve-se às influências exteriores que acabam por nos impingir a agirmos de determinada maneira, a modificarmos determinados caminhos, a mudarmos de opinião. O ser humano, felizmente, é maleável. Adapta-se com relativa facilidade às mudanças que sofre dentro de si mesmo. É mutável. Para mim, é muito difícil acreditar que o homem com toda a sua complexidade seja capaz de mudar, mas não o seu destino. Quando a vida transmuta-se para outra realidade, tudo o que nela se encontre supostamente determinado, tem que mudar também. Mas essa mudança já se encontrava destinada a acontecer? "Estava escrito?". I don't know, eu só sei que já acreditei mais no destino.

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